Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de abril de 2010

OPINIÃO: Sim à ficha limpa!

Sim à ficha limpa!
RAFAEL COSTA

A Câmara dos Deputados decidiu adiar para maio a decisão de levar ao plenário a proposta ficha limpa, que impede a candidatura de condenados em decisão colegiada da Justiça por crimes graves como estupro, homicídio, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, exploração sexual, terrorismo e outros.Embora o projeto de iniciativa popular tenha o apoio de mais de 1,6 milhão de brasileiros manifestados em abaixo assinado, não surpreende a iniciativa dos parlamentares de "empurrar com a barriga" uma proposta de interesse social. Pelo baixo nível de educação política do Brasil, somos obrigados a ter uma classe política que age mais em interesse próprio do que pela coletividade.

Enquanto articulações partidárias barram a apreciação da ficha limpa, os nobres deputados federais são favoráveis para que seja votado em regime de urgência o projeto de autoria de Paulo Maluf (aquele mesmo procurado mundialmente pela Interpol) que tenta intimidar o poder de investigação do Ministério Público. O texto prevê que seja responsabilizado pessoalmente e com previsão de pagamento de indenização o integrante do Ministério Público que possa agir de forma política ou de má-fé.

A ala contrária à ficha limpa alega que o projeto é inconstitucional, uma vez que, estaria ferindo uma clausula pétrea da Constituição, ou seja, aquela que somente pode ser alterada mediante a convocação de uma Assembleia Constituinte, que é a presunção da inocência até o trânsito em julgado (sentença definitiva e irrecorrível). É necessário entender, antes de tudo, que o direito não é uma ciência exata e seu conteúdo é subjetivo.

Recorro a um episódio recente para justificar o sim à ficha limpa! Em junho de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou, por oito votos a um, a obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão de jornalista entendendo que a promulgação da Constituição de 88 não abrigou a lei nº 972/69, um resquício do ato institucional nº 2 da Ditadura Militar.

Tal exigência seria uma afronta ao artigo 5º que defende a liberdade de expressão como direito absoluto e ao artigo 220 que prega a livre manifestação nos meios de comunicação. Ambas são cláusulas petrificadas.

No entanto, embora a expressão seja entendida pela Suprema Corte como direito absoluto, ainda assistimos a aplicação de censura à imprensa por conta do que a Justiça classifica de "excessos" que são a agressão a outrem por meio de atividade comunicacional ou desobediência ao segredo de Justiça. Ou seja, um direito mesmo considerado absoluto tem seus limites impostos pela própria legislação para combater injúria, calúnia, difamação e preservar uma prerrogativa do Judiciário.

Por conta disso, concordo com a justificativa que uma pessoa ficha suja não possa candidatar-se a cargo eletivo, pois estaria ferindo uma das exigências constitucionais que é a moralidade pública nos poderes constituídos. Assim, a presunção da inocência deve ter validade somente na área penal e não na esfera eleitoral.

A exigência de ficha limpa representa o direito de precaução da sociedade de ser representada por pessoas de bons antecedentes e não implica em cerceamento de defesa, afinal, o cidadão não poderá pleitear cargo eletivo somente após condenação em colegiados que são, por exemplo, os Tribunais de Justiça, composto por exigência da Constituição por homens de reputação ilibada e notório saber jurídico.

Uma interpretação justa e coerente de quem acredita que a democracia se constrói estimulando a representatividade de homens de bem nas instituições políticas para fortalecê-las, e não simplesmente abrir brecha para que cargos eletivos sejam ocupados para usufruir da imunidade parlamentar ou foro privilegiado, escudos que o cidadão comum não dispõe para responder a delitos.

A aprovação do projeto ficha limpa é essencial ao Brasil, que vive a necessidade de fortalecer suas instituições democráticas, em especial, as jurídicas. É o primeiro passo para que possamos exigir uma Justiça mais célere, com reformulações dos códigos civil, penal, eleitoral e abertura para revisar o foro privilegiado, uma garantia ultrapassada que dura desde o período colonial. Serve de impulso, ainda, para que saía do papel a tão sonhada reforma política e do Judiciário.

A resistência em aprová-lo se deve ao corporativismo ainda muito forte na relação dos poderes constituídos, que leva a interpretações no universo jurídico favoráveis a evitar punições aos responsáveis pelos "crimes de colarinho branco". Um dos exemplos são os habeas corpus concedidos pelo ministro Gilmar Mendes ao banqueiro Daniel Dantas, que havia perdido recursos em todas outras instâncias.

Postura exemplificada também pelo recém empossado presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, de que a presunção de inocência dos postulantes deve ser validada, contrariando seu brilhante antecessor, Carlos Ayres Britto.

Neste cenário, não posso esconder minha indignação com o PT. Na adolescência, assisti José Genoino, José Dirceu e outros se revoltar no Congresso Nacional com as suspeitas de corrupção na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Porém, essa turma mostrou que, com poder nas mãos, adota uma prática diferente. Enquanto PSDB, DEM, PPS, PV e os nanicos PHS e PSOL aderem à ficha limpa, petistas e peemedebistas firmam acordo nos bastidores para travar a proposta.Em discurso, Genoíno classificou de autoritário a exigência de ficha limpa, provavelmente orientado pelo amigo mensaleiro, aloprado e companheiro de processo por formação de quadrilha e corrupção ativa, José Dirceu.

O mesmo que já declarou que, em sua opinião, "mensalão não é corrupção é financiamento de campanha com caixa 2". É por conta destas ideias que o PT, após chegar o poder, viveu uma transição de paladino da moralidade para símbolo de afronta aos valores que norteiam o regime democrático. Uma distorção bem explicada na obra Revolução dos Bichos, de George Orwell.

Nada pode ser mais autoritário e ofensivo à vontade da maioria do que a artimanha de petistas para garantir terceiro mandato a Lula e o desmerecimento que o atual presidente faz a Justiça Eleitoral, declarando que a classe política "não pode ficar subordinada, a cada eleição, ao juiz que diz o que gente pode ou não fazer, não podemos permitir que nosso destino fique correndo de tribunal para tribunal".

O PSDB surgiu em 1988 por ex-integrantes do PMDB descontentes com a corrupção e subserviência que imperava no partido, e reforça o discurso de sua origem aderindo à ficha limpa. O DEM enfrentou recentemente uma crise de imagem e moral por conta do episódio que culminou na prisão do ex-governador de Brasília, José Roberto Arruda, porém, decidiu expulsá-lo e sinaliza ser favorável a ficha limpa entendendo que o desejo da maioria não pode se sobressair ao interesse partidário.

Mesmo com a movimentação dos partidos adversários, o PT rompe com seu próprio passado e recusa-se a aderir uma proposta que tem o intuito de melhorar a política. Ao mesmo tempo, permanece com o discurso de que "o mensalão nunca existiu".

Declarações que, sem dúvida, afrontam a imprensa, Procuradoria Geral da República e Supremo Tribunal Federal, instituições que o PT, ao ocupar o Palácio do Planalto, tentou intimidar e aparelhou diante da sua estratégia de perpetuação no poder público.

Rafael Costa é repórter do site Midianews e jornal Folha do Estado rafael.costajornalista@gmail.com

terça-feira, 12 de maio de 2009

Deputados tupiniquins

POR ALEXANDRE APRÁ

Na semana passada, uma reportagem veiculada em um site de Cuiabá falava de um projeto de lei apresentado pela deputada estadual Chica Nunes (PSDB) que prevê a criação do "Dia dos amantes do Flashback". A idéia, sem dúvida, foi repudiada pelos mato-grossenses. Mas, infelizmente existem muitas outras bizarrices na política estadual.

Neste fim de semana, fiz algumas consultas no site institucional da Assembléia Legislativa e verifiquei muitas outras aberrações, semelhantes à idéia da parlamentar tucana. Outra questão notável é o número exagerado de proposições apresentadas para definir dias, datas comemorativas e nomenclatura de escola, de creche, disso e daquilo...

Em um programa de TV, exibido na noite deste domingo, por exemplo, o deputado estadual João Malheiros afirmou que se vangloria de ter sido o autor da lei que definiu que no dia 9 de maio deve ser comemorado o aniversário de Mato Grosso.

Ora! Que idéia mais mirabolante! Cada deputado recebe por mês R$ 18 mil, mais verbas indenizatórias, carro de luxo e outras mordomias e o nobre parlamentar afirma que o seu grande feito na Assembléia Legislativa é um projeto de lei que estabelece data comemorativa!

Meu Deus! Não quero nem pensar então como andam as discussões sobre os problemas da Central de Regulação da Secretaria de Saúde, da inoperância das câmeras de segurança da Secretaria de Justiça e Segurança Pública, das irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) na implantação do cursinho pré-vestibular "MT Vest". Não quero nem pensar!

Mas, isso não é privilégio de um ou outro deputado. É a esmagadora maioria. O deputado Maksuês Leite (PP), por exemplo, só conseguiu aprovar oito projetos, sendo que seis são para definir datas comemorativas.

Já o deputado Ademir Brunetto (PT) preferiu ser mais afetivo ao criar o "Dia Estadual do Abraço". O religioso Sebastião Rezende (PR) instituiu a "Semana Estadual da Família". Ou o deputado Sérgio Ricardo (PR), que resolveu criar o dia estadual da Ordem DemoLay, do Esteticista, do Frentista e da Manicure.

Ufa! Quanta bobagem! Ainda bem que já atingi o número máximo de linhas para este artigo e você, leitor, não precisa mais ficar lendo tanta besteira!

alexandre.apra@diariodecuiaba.com.br

domingo, 26 de abril de 2009

Ninguém mais pode ignorar a força dos blogs

Por Darcio Vilela
darciovilela@hotmail.com

Confesso, me viciei. A coisa começou aos poucos, tímida. Usava meu tempo livre para pesquisar e achar coisas interessantes. Um trabalho de garimpagem mesmo. Atualmente posso me considerar um assíduo leitor de blogs mas apenas esses dias parei para fazer uma contagem: já são mais de vinte endereços mapeados como favoritos ou com links RSS direto para meu software de e-mail. Leio todos os dias.

Tem de tudo que é assunto: cinema, música, política, tecnologia, gastronomia, viagens… É impressionante a quantidade de informações que pode se tirar dessas fontes “não oficiais” e que até pouco tempo nem existiam. No início eram como diários virtuais. Bons pra encurtar a distância e amenizar a saudade de amigos que estavam longe, participar um pouco do que faziam. Aos poucos fomos descobrindo que poderia ser muito mais do que isso.

Hoje mesmo li que iniciou no Reino Unido um projeto de superblog onde qualquer pessoa poderá postar suas impressões e comentários sobre o cotidiano e acontecimentos corriqueiros. A proposta do projeto é documentar para o futuro um panorama de como era a vida e o dia-a-dia das pessoas nesse século. Ou seja, a coisa passou de um caráter mais íntimo e pessoal para uma nova forma de comunicação: coletiva e muito participativa.

É notória a agilidade de informação que os blogs proporcionam. Por não estarem vinculados operacionalmente a um padrão editorial de nenhum veículo e seus departamentos de produção de conteúdo, é fácil perceber como o uso dos blogs como ferramenta de informação e divulgação tem crescido. A facilidade de publicação de conteúdo a partir de qualquer computador com conexão abre perspectivas nunca vistas para divulgação de uma idéia, uma experiência ou o que mais se desejar. Claro que é importante dizer que é fundamental pesquisar; existe muita coisa na rede que não pode ser digna de crédito, mas é inegável reconhecer o poder e a influência crescente desse meio.

Além da facilidade, do dinamismo de publicação e o caráter sempre “fresco” dos posts é sempre muito gratificante acompanhar o retorno e a participação dos leitores. São trocas de idéias valiosas e muitas vezes enriquecedoras que complementam o artigo inicial, acrescentam novos pontos de vista, novas dicas… enfim, contribuem muito para que os blogs como ferramenta de compartilhamento de idéias tenha caído tanto no gosto dos usuários da rede. Ele representa a democratização das idéias e o poder de divulgação a qualquer um.

O jornalismo já acordou para o poder dos blogs e a maioria dos grandes jornais tratou de “profissionalizar” o meio, disponibilizando espaços para articulistas de suas equipes editoriais. Departamentos de mídia de agências também investem no potencial desse canal e vêm adaptando formatos e ações a essa realidade.

Com certeza vem mais por aí. Ferramentas melhores, com mais funcionalidades e gratuitas vão surgir aproximando pessoas e disseminando informações. A integração cada vez maior com vídeo, aúdio e outros formatos torna mais rica a experiência. Olhando hoje é engraçado pensar em como conseguimos ficar tanto tempo dependentes do padrão, da boa vontade e dos interesses dos canais de comunicação “oficiais”.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O humor do Pânico

O humorístico-sucesso Pânico na TV, exibido duas vezes por semana pela Rede TV em cadeia nacional, tem tirado muita gente do sério com seus quadros de chacotas e sátiras. Novos programas semelhantes e com a mesma tendência humorística, idealizada pelos artistas que começaram no rádio há um bom tempo, têm tentado surgir pelo Brasil, mas sem muito sucesso.

Não há com negar que o Pânico elege aqueles que serão pegos “pra Cristo” e são exaustivamente postos em situações pra lá de constrangedoras. Nesta semana, o caso que deu o que falar foi a reação da atriz Preta Gil, filho do ministro da Cultura, Gilberto Gil, que no programa de domingo foi pega de surpresa na entrada da festa de casamento da sua irmã, pelos personagens Vesgo e Sílvio, representados, respectivamente, pelos humoristas Rodrigo Scarpa e Wellington Muniz. Na segunda-feira, ela conseguiu uma liminar judicial que proíbe a veiculação da imagem e do nome de Preta Gil em toda a programação da emissora.

Outros casos também foram notórios e tiveram grande repercussão: a invasão da privacidade envolvendo o filho da atriz Carolina Dieckman, as sandálias da humildade que Clodovil Hernandes tanto se recusou a calçar e a caçada a Galvão Bueno, que chegou a ser perseguido pelos humoristas até em outros países. O global se recusava a fazer a famosa “Dança do Siri”, idealizada e propagada pelos próprios artistas.

Todas essas histórias têm algo em comum. Todas as trocas de farpas, acusações e batalhas judiciais só aconteceram depois que as celebridades televisas se recusaram a se entregar às “zuações” do programa. Será que haveria tanto estardalhaço se “Clô” calçasse, imediatamente, as sandálias da humildade? Será que haveria tanta perseguição ao narrador Galvão Bueno se ele se rendesse à ginga da Dança do Siri?

Que me perdoem os produtores e diretores do programa, mas me arrisco a dizer que talvez esteja aí o segredo do sucesso do Pânico na TV: cutucar as feridas de artistas. Mas, é claro que sempre vão criar situações a partir das celebridades que demonstram que se sentem incomodadas com as alfinetadas de Vesgo e Sílvio, por exemplo.

E isto pode ser, então, o artifício perfeito das celebridades que foram esquecidas pelos holofotes da imprensa nacional para que tentem reconquistar alguns minutos de fama e fotos de rodapés em páginas de revistas de fofoca, depois das “zuações” em rede nacional. Tudo pela fama!

* ALEXANDRE APRÁ

**************************

Por que pais matam filhos?

Contrariando toda a ordem moral em que vivemos, os noticiários de todo o Brasil se voltam para o caso do assassinato da menina Isabela Nardoni, em São Paulo. Apesar das investigações não estarem totalmente concluídas, os fortes indícios da culpa do pai Alexandre e da madrasta Ana Carolina, de qualquer forma, mexeram com o coração dos brasileiros.

São João Bosco, santo da Igreja Católica e fundador do Sistema Preventivo Salesiano de Educação, afirmou a seguinte frase quando em vida: “As pessoas, por si só, nascem boas. Os fatores externos é que a tornam más”.

Interpretativamente, podemos concluir que os fatores externos citados pelo autor da frase se referem às dificuldades humanas e às intempéries às quais nos submetemos. Falando em dificuldades humanas nos remetemos, de imediato, a problemas econômicos, afetivos ou de saúde.

Nessa semana, um borracheiro de 22 anos, morador da cidade de Nobres, interior do Estado, foi condenado pela morte da sua filha de apenas um ano e oito meses. Ela foi brutalmente assassinada em outubro de 2006. Os exames de necropsia mostraram que o bebê teve o crânio quebrado por conta da violência não só do pai, mas também da mãe. A razão alegada pelos pais: a criança chorava demais e estava deixando-os ‘irritados’.

Esse tipo de caso, partindo de uma família desestruturada e pais sem formação escolar e base moral, apesar de chocar e causar revolta, é classificado pela sociedade como “vítimas do sistema”, como já diz o conhecido e antigo jargão.

Além dos requintes de crueldade que tanto já foram divulgados na imprensa nacional, nesse caso, especificamente, todos se perguntam: “Por que?”. O cenário da vida e as condições dos protagonistas desta triste e trágica história nos levam a julgarmos, por nossa conta e risco, a uma só definição: monstruosidade.

Afinal, quem conseguiria se imaginar espancando e matando sua própria filha, depois jogá-la pela janela do sexto andar de um edifício, que por sinal é sua própria casa, e depois simular diversas situações para se isentar de qualquer responsabilidade?

Parece triste a conclusão, mas tenho que discordar do santo católico que é considerado o protetor da juventude. Não sei se acontecia o mesmo na época em que estava em vida, mas, hoje, parece que o mal está entranhado no gene de certos indivíduos que nascem com “ausência de bem”.

* ALEXANDRE APRÁ

*******************

RalFUJÃO

Já dizia um grande jurista anônimo que “aquele que não consegue se defender de fatos, se defende com brechas jurídicas”. Pois é isso mesmo que o vereador Ralf Leite (PRTB) vem fazendo desde que foi flagrado fazendo “amor” com um travesti de 17 anos de idade, dentro de seu carro, no jardim Potiguar, em Várzea Grande, numa região mais conhecida como Zero Quilômetro.

Como quem não sabe como explicar (por sinal, o nobre parlamentar mal sabe se pronunciar sobre qualquer assunto na tribuna da Câmara Municipal), Ralf Leite preferiu, de maneira covarde e desonesta, correr de todas as formas. Preferindo ser cauteloso, afirmando que aguardava o momento certo para falar, ele tenta de todas as formas abafar o episódio envolvendo seu affair.

Disse aos quatros cantos que foi extorquido e que tivera sido preso por ser honesto e não aceitar a cobrança de R$ 600 supostamente feita pelos policiais militares. E, na hora de oficializar essa denúncia em seu depoimento à PM, andou pra trás, ou seja, “amarelou”.

Muito sinicamente, disse aos jornalistas, ontem, que estaria presente na audiência dos PMs e com a mãe do travesti, que seria realizada ontem pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Cuiabá.

Mas, sorrateiramente, sua defesa conseguiu, em recurso, uma liminar favorável junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Liminar que foi indeferida pelo juiz Alberto Ferreira, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública da comarca de Cuiabá.

A decisão foi assinada por Marcelo Souza Barros, juiz substituto da 4ª Camara Cível do TJ. Em tempo: o magistrado é o mesmo que foi denunciado pelo ex-corregedor-geral de Justiça, desembargador Orlando Perri, que diz ter encontrado indícios de superfaturamento nas obras do Fórum de Cuiabá. Hoje, o processo está no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília.

Entrando novamente em Ralf, digo, no assunto de Ralf, essa não é a primeira vez que ele corre. Em sua defesa à Comissão de Ética, ele tentou pedir a nulidade do processo e também pediu a coleta de novos depoimentos. Ora, como se explica que ele tenha pedido novos depoimentos e, posteriormente, recorre ao TJ para suspendê-los? Que coisa estranha!

Sua defesa conseguiu mais tempo, sim! Mas, conseguiu um tempo burro, em que todos se voltam para a truculência e artimanhas de um cidadão que demonstra ser inexperiente, incoerente e incapaz de reconhecer seus erros, alguém que não tem preparo algum para representar a população. (Isso sem contar os processos eleitorais, nos quais é acusado de comprar votos de um detento do Carumbé e usar o Hospital Militar durante a campanha).

Ralf Leite e seus aliados se esqueceram que foram eleitos pelo povo e que um parlamentar ocupa função pública. Não é funcionário

privado. Recebe salário do erário público. Mas, definitivamente, não tem postura de homem público. Deveria se dedicar a outras atividades, como a cafetinagem, por exemplo, já que se dá tão bem com os profissionais desse ramo. A dica já foi lançada. Agora, é só aguardar...

* ALEXANDRE APRÁ

*********************

As célebres frases de MSN

Não é novidade nenhuma que os serviços de mensagem instantânea, do tipo MSN, Yahoo e Skype, são as melhores ferramentas para quem quer escapar da solidão, está longe da família ou em crise conjugal. Nada melhor, para quem está sozinho, poder falar com familiares e amigos que estão há centenas ou milhares de quilômetros de distância.

Graças sejam dadas a essa vantagem da modernidade tecnológica. Porém, a gente não pode negar que algumas pessoas da nossa lista do MSN nos fazem rir com as frases e palavras cômicas que colocam naquele espaço dedicado a uma frase especial, ao lado do nome. Essa frase pessoal traduz, na maioria das vezes, a fragilidade de pessoas que ora se sentem solitárias, ora recalcadas, ora tristes, ora traídas e tantos outros sentimentos a que o ser humano está sujeito. Farei agora a análise de algumas dessas frases. Que Freud me permita!

Algumas frases são claramente dirigidas a uma certa pessoa que tenha lhe causado decepção amorosa, do tipo: “Os homens são todos iguais. Só querem curtição”. Outras são postas para chamar a atenção e despertar a curiosidade dos seus contatos, do tipo “Estou de luto!”. Aí, claro, todos perguntam: “quem morreu?”. Pra não ficar feio, a(o) cidadã(o) responde: “Ah! Foi uma prima do vizinho do meu irmão que mora lá no interior da Bahia”. E essa é a boa oportunidade para que ele(a) prolongue o assunto e remeta a prosa a outros assuntos.

Há aquelas pessoas que dizem: “Não fale comigo, não estou pra ninguém. Estou trabalhando. Atarefadíssimo”. Ora, quem está extremamente atarefado no serviço porque entraria no messenger que justamente atrapalha todo mundo com os seus barulhinhos e janelinhas piscando? No mínimo, contraditório.

E as frases em inglês? Sem comentários! A tradução da maioria é sempre vazia e sem sentido. Existem aqueles que preferem fazer divulgação de festas. Esses são os mais chatos, porque você sempre acaba abrindo a janela de conversação porque quer saber quem é aquele infeliz.

Tem também quem use a frase para se auto-afirmar profissionalmente e mostrar quem tem algum cargo importantíssimo. Exemplo: “Paulo Silva – assessor especial para Assuntos Estratégicos e Aleatórios do Bar do Zé S/A”. Simplesmente ridículo!

Outros gostam de exibir seu poderio econômico, suas posses e seus bens. Nessa categoria, os tipos mais comuns são: “Que chato, o meu Audi 2008 está na oficina” ou “Amanhã estarei em Nova York”.

Sempre, sempre esses dizeres querem dizer algo além do que objetivamente remetem. Isso, sem contar nas abordagens pitorescas do Orkut. Contudo, esse é um assunto para uma próxima oportunidade.

* ALEXANDRE APRÁ

************************